A mudança
Meu pai se mudou para o espaço do antigo bar da Diana. O Jonathan o alugou para ele, e sinto uma gratidão imensa por essa família; a compaixão que tiveram com o meu pai foi extrema.
O novo lugar é simples e amplo, com água e luz — um espaço verdadeiramente acolhedor. Empacotamos tudo, desde os pratos até as memórias, protegendo cada item com plástico bolha. Papai fez a curadoria do que realmente importava levar.
Descartei 800 litros de itens acumulados e sem uso, mas recicláveis: latas, plásticos e embalagens de metal que guardavam histórias, como os anos de Mucilon. À noite, a emoção bateu forte por sentir que não podia fazer mais e pela percepção profunda do que significa ser alvo de compaixão.
Transportei pessoalmente as cerâmicas, os quadros e o órgão. As camas foram levadas por carroça e, em seguida, um caminhão com quatro homens cuidou do transporte das caixas, ferramentas e tampos de mesa. Fiz o que pude para organizar o peso e proteger os pertences.
Agora, o nosso novo endereço é do outro lado do rio, antes da ponte, no Trevo de Coração.
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Mesa aberta