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A vida que se acumula: o que ganhamos com a idade

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Quase sempre perguntamos o que perdemos com a idade. A juventude, o tempo, algumas possibilidades. Pouca gente pergunta o que ganhamos. Com os anos, acumulamos um patrimônio que não aparece no espelho: • Repertório: tudo o que estudamos, vivemos e aprendemos. • Critério: para reconhecer o que merece nosso tempo. • Autonomia: para fazer escolhas sem precisar de aprovação. • Coragem: por já termos atravessado aquilo que um dia pareceu impossível. Mesmo assim, ainda vivemos em uma cultura que associa idade a perda. A Organização Mundial da Saúde chama isso de ageísmo: o preconceito baseado na idade. A ONU Mulheres também aponta como, para as mulheres, esse preconceito se soma aos estereótipos de gênero. O mais difícil é quando passamos a reproduzir esse preconceito contra nós mesmos: “Não tenho mais idade para isso.” Talvez 50 não precise ser “o novo 30”. 50 pode ser simplesmente 50, com tudo o que só essa idade carrega. A maturidade também nos ensina outra coisa: não ser escolhido por al...

O fim

“O fim é quando você não consegue mais sentir a esperança.”

Misteriosamente Belo

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​Os mistérios não são apenas paisagens do caminho. Eles são a própria lente pela qual descobrimos o fascínio de existir. Pois é exatamente na sombra do desconhecido E no silêncio do que está por vir Que a beleza mais profunda se deixa descobrir. ​Misterioso é o futuro, Misteriosos são os momentos, Misteriosos são os sentimentos, Misterioso é o tempo.

A otro lado del rio

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Meu pai se mudou para o espaço do antigo bar da Diana. O Jonathan o alugou para ele, e sinto uma gratidão imensa por essa família; a compaixão que tiveram com o meu pai foi extrema. ​O novo lugar é simples e amplo, com água e luz — um espaço verdadeiramente acolhedor. Empacotamos tudo, desde os pratos até as memórias, protegendo cada item com plástico bolha. Papai fez a curadoria do que realmente importava levar. ​Descartei 800 litros de itens acumulados e sem uso, mas recicláveis: latas, plásticos e embalagens de metal que guardavam histórias, como os anos de Mucilon. À noite, a emoção bateu forte por sentir que não podia fazer mais e pela percepção profunda do que significa ser alvo de compaixão. ​Transportei pessoalmente as cerâmicas, os quadros e o órgão. As camas foram levadas por carroça e, em seguida, um caminhão com quatro homens cuidou do transporte das caixas, ferramentas e tampos de mesa. Fiz o que pude para organizar o peso e proteger os pertences. ​Agora, o...

​O Vácuo e a Essência

​O silêncio estica as horas, deixando que demoras. Sinto em mim o teu cheiro, Na busca da falta do teu corpo, No lençol. E o desejo do teu peso Sobre o meu corpo, que doce incendeia. Sobre um corpo, ânsia de vida alheia Pela próxima e livre calmaria.

Estela

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**Era uma vez**, em um reino encantado, uma princesa chamada Estela. Ela era corajosa e bondosa, sempre disposta a ajudar e a desbravar os mistérios ao seu redor. Um desses mistérios era Terrivelmente, uma criatura enigmática que vivia nas sombras da floresta. Apesar de sua aura misteriosa, Terrivelmente tinha uma voz doce e encantadora, capaz de tocar os corações mais duros. Terrivelmente e Estela começaram a se comunicar através de mensagens mágicas. Cada uma dessas mensagens era como um feitiço, repleta de palavras poéticas e profundas, que faziam Estela sonhar acordada. Com o tempo, ela sentiu que conhecia o coração de Terrivelmente, mesmo sem jamais tê-lo visto. Contudo, sempre que ela tentava se aproximar, ele erguia barreiras invisíveis, reagindo de forma assustadora e afastando-a. Estela, confusa, não sabia se Terrivelmente a temia ou se estava apenas tentando protegê-la de algo. Certa vez, cansada de viver na incerteza, Estela decidiu confrontá-lo. Com coragem, ent...

Capítulo II: O Mapa do Século e os Corações de Rubi

O tempo passou no reino, e a promessa de enfrentarem os medos juntos encontrou seu primeiro desafio: a distância. Terrivelmente precisou se recolher em sua própria caverna, que estava em ruínas e precisava ser pintada e reconstruída. Ele vivia entre caixas e poeira, lutando para criar um lar digno. O silêncio, às vezes, pairava sobre a floresta. ​Estela, contudo, aprendeu que uma governante não espera sentada na janela da torre. Enquanto Terrivelmente cuidava de suas paredes, Estela decidiu cuidar de seu Império. Ela se recolheu em sua biblioteca mágica, consultando oráculos modernos e traçando diretrizes para um futuro distante, o ano místico de 2026. ​Ela estudava as artes da Imagem e da Estratégia. Vestia-se com armaduras invisíveis de serenidade, polia suas unhas como cristais e ouvia cânticos sagrados ( Gita ) ao amanhecer. Ela descobriu que sua vida, por si só, já era um reino vasto e fascinante. ​Mas, num dia de sol a pino, enquanto se alimentava, a saudade de Terrivelmente b...